PROPOSTAS PARA EDUCAÇÃO EM PORTO ALEGRE

1. Influir, decisivamente, na discussão do orçamento municipal com vistas a incrementar a arrecadação, garantir o aumento de verbas e canalizar os recursos necessários para a política pública de educação no Município, pela melhoria do atendimento nas creches, nas escolas fundamentais e de ensino médio e na Educação de Jovens e Adultos (EJA) e investimentos em infra-estrutura e capacitação;

 

2. Fiscalizar os processos de gestão e práticas da SMED a fim de que os vários critérios de avaliação federais, estaduais e municipais, respeitem a autonomia didático-pedagógica da Rede Municipal de Ensino, oportunizando a melhor leitura e integração dos índices de desempenho com vistas à alocação de maiores recursos orçamentários;

 

3. Verificar os gargalos existentes na criação e alocação de mais vagas nas creches e escolas municipais e centros comunitários parceiros no Município como forma de garantir a universalização do ensino fundamental, além de lutar por transparência nos critérios e práticas de acesso às matrículas em escolas no próprio bairro em que moram;

 

4. Promover uma permanente campanha de conscientização dos gestores em educação, professores, famílias, estudantes para aumentar os índices de frequência e reduzir a evasão escolar, porque a escola deve estar permanentemente ocupada e ativa;

 

5. Lutar pela ampliação do número de escolas em turno integral como forma de maior ocupação e melhor distribuição na carga-horária letiva mínima exigida pelo Plano de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, além de oportunizar outras atividades extra-curriculares de reforço escolar, práticas em laboratórios, oficinas, esporte, tempo de leitura e pesquisa em bibliotecas, atividades comunitárias de cidadania, esporte e lazer;

 

6. Apoiar as políticas e medidas de transversalidade nas áreas de saúde, assistência social, inclusão e diminuição das desigualdades sociais, familiares, culturais, econômicas, entre outras, que dialoguem e complementem a formação educativa plena das crianças, jovens e adultos em situação de vulnerabilidade e sujeitos à violência estrutural;

 

7. Defender a categoria dos profissionais em educação da Rede Municipal de Ensino, em todos os níveis, áreas e setores, buscando junto ao Poder Executivo, a melhoria do Plano de Carreira do Magistério, dos níveis de promoção e avanços, a importante questão de formação continuada em sala de aula e os reais ganhos salariais;

 

8. Propor medidas que tornem as creches e as escolas da Rede Municipal de Ensino lugares seguros contra a violência e a criminalidade, buscando formas criativas de trazer as famílias e a comunidade para dentro da Escola, num conceito de “Escola Aberta”, com atividades em dias úteis e finais de semana, integrando e comprometendo a todos no processo de ensino-aprendizagem e no acesso às varias formas de cultura;

 

9. Buscar alternativas legislativas para possibilitar as inovações tecnológicas e a inclusão digital mediante plataformas de ensino-aprendizagem na Rede Municipal de Ensino, conectando creches, escolas e centros comunitários, incluindo pais e alunos, mediante a criação, treinamento e manejo de aplicativos elaborados pela SMED em parcerias com Universidades, centros de tecnologia, incubadoras e startups da área da economia criativa;

        

10. Reivindicar mais atenção à educação e formação de jovens e adultos trabalhadores e idosos em programas de Educação de Jovens e Adultos (EJA) e de ensino técnico-profissionalizante como modo de capacitação educativa voltada para a integração social e o mundo do trabalho.

 

Tudo isso porque acredito que a educação de nossas crianças, jovens e adultos precisa ser um contínuo processo de ensino-aprendizagem que valorize a diversidade, os múltiplos saberes, a participação da família e dos educadores, com mais recursos orçamentários, mais e  melhor gestão e formação continuada de professores e técnicos em educação.

 

E porque a política é para a felicidade das pessoas.